O primeiro parto que assisti foi da minha filha. Antes disso, jamais pensei em conseguir entrar numa sala de cirurgia por vontade própria. Eu não nasci pra ser médico e admiro aqueles que exercem a profissão. A minha segunda vez numa sala dessas foi no parto do Gabriel. E fotografar esse parto me fez sentir uma das maiores emoções de trabalho e vida que já tive.
E mais uma vez senti essa emoção de novo. Fui convidado pela Luciana e Michael a fotografar o nascimento da Nicole. E uma das coisas mais fantásticas que existe no nascimento de uma criança é a expectativa dos pais e familiares. Por conta de uma proibição de último momento na Maternidade São Luiz, ao prosseguir para o centro obstétrico, mesmo com autorização do obstetra, fui barrado e tive que voltar, sem a chance de poder registrar o nascimento de lá e muito menos dos pais terem condições nessa hora de fazer qualquer reclamação.
Apenas a empresa de fotografia que está localizada dentro do hospital é que poderia entrar. A minha filha nasceu na Maternidade São Luiz e num primeiro instante também não fora autorizado um profissional de fora fotografar o parto. Antes da Isa nascer e eu entrar em contato com a Maternidade, consultei um advogado, que me orientou a pedir uma autorização com antecedência e caso não fosse dado, pedisse ao juiz uma liminar para uma empresa de fora fotografar o parto. Caso alguma coisa desse errado, eu poderia abrir um Boletim de Ocorrência, para depois entrar com um processo contra a Maternidade, algo que a princípio estava totalmente fora dos meus planos. Dinheiro nenhum pagaria o registro desse momento.
A primeira coisa que a direção da Maternidade São Luiz me disse foi que eles não poderiam autorizar outro profissional porque já tinham um contrato de exclusividade com a empresa instalada na Maternidade. O Código de Defesa do Consumidor é muito claro ao dizer que o consumidor não pode ser obrigado a utilizar os profissionais/serviços indicados pelo local. A restrição quanto a escolha de prestação de serviço da confiança do cliente configura prática abusiva passível de reclamação junto a um órgão de defesa do consumidor.
Uma das minhas justificativas para conseguir levar o Rodrigo Zapico, amigo e fotógrafo, ao parto foi dizer que a escolha de um fotógrafo é muito pessoal, assim como é a escolha de um médico obstetra. Alguns gostam de samba e outros de rock, e eu apreciava o trabalho de outro fotógrafo, e que não era da empresa que eles me indicavam.
Sem a necessidade de justiça ou B.O. eu consegui o registro do parto da Isa. Portanto, se você deseja que um fotógrafo profissional registre esse momento único, reclame e haja com muita antecedência. A Maternidade São Luiz, até esta data, não permitiu a entrada de um profissional de fora. Infelizmente muitas empresas não são éticas e somos obrigados a lutar por algo que é nosso direito. Lute pelo seu!
Mas o que muitas vezes pode parecer um problema, foi uma grande e feliz surpresa poder registrar do lado de fora a ansiedade dos familiares que acompanhavam atentos ao monitor que transmitia o parto ao vivo. Essa história, contada do outro lado, é inédita pra Lu. E quer saber, eu achei fantástico estar do outro lado da história. E pra completar a emoção da família, a cunhada deu a luz ao segundo filho algumas horas depois. Festa na maternidade!
Lu, Mi e Nicky, que Deus continue abençoando vocês a cada novo dia! Parabéns pela Nicky e pela família linda que vocês têm!!!
































































































































